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Tuesday, July 22, 2008 @ 10:08 PM
O rock se encontra em seu ponto mais alto.
My Chemical Romance. O grupo se consolida como a banda do gênero emo.
Por: SEBASTIÁN AUYANET “Já Consagrados como o Green Day desta década, os americanos editam um disco ao vivo com um DVD que ajuda a entender como incluso um gênero desenvolvido para vender piercings e ringtones pode haver grandes bandas. Para muitos discos de prestígio, o The Black Parade, editado por este grupo em 2006, foi o trabalho que levou ao gênero “emo” a um nível mais alto e desmarcado do prometido. Este gênero que mescla punk, metal ao estilo “Tool”, pop e estética de adolescente “dark” (olhos pintados, novos penteados e acessórios do filme “O estranho mundo de Jack”) estava preparado já faz um par de anos. A idéia conceitual do disco definido como uma ópera-rock sobre a morte dramática de um indivíduo, somado a madura (rígida) letra e sobre toda a potencia roqueira de seu som “trouxeram” a esse trabalho um clássico imediato, comparável ao “American Idiot” lançado quase ao mesmo tempo pela banda de Billie Joe Armstrong. E este registro ao vivo permite desandar esse caminho conceitual junto com a reação dos fãs que em sua maioria são adolescentes. A incrível apresentação nos shows (um em Hoboken, Nova Jersey e outra na cidade do México) somada ao carisma da banda liderada por Gerard Way. Desde essa posição, o grupo faz o que fazem todos os que destacam em um gênero etiquetado: desmarcar-se com êxito a partir de grandes canções que confortam os fãs sempre e se lançam as conquistas – ao menos, a aprovação – de um novo público. Ao vivo, canções como Mama, House of Wolves ou Blood sacodem qualquer ouvido e são canções que em seu estilo (balada ou canção roqueira de desenho) estão dotadas de uma energia surpreendente. Poderá ser um show com milhões de dólares preparados para que o My Chemical Romance ocupe o lugar de “maior banda do mundo para o segmento adolescente do mercado”, mas também há cinco músicos com inquietudes. Seguem sendo adolescentes e com grande vontade de estar triste como o personagem da paródia de Peter Capusotto no Youtube. Mas isto tem bastante a dizer (e tocar).” Créditos da tradução: [+] |
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